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03/06/2013 às 10h36

Campus Picuí oferece sessão de cinema grátis à comunidade acadêmica

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A iniciativa é resultado do último encontro pedagógico realizado na unidade.

A vida parece ser bela na terra de Felipe Tiago Gomes (educador) não só porque a cidade oferece a melhor carne de sol do mundo. A vida é bela em Picuí porque o povo sabe o preço de tudo e o valor de nada.

Moradores de cidades típicas do interior da Paraíba padecem com a falta de espaço cultural e de entretenimento, principalmente, no campo da sétima arte. Os professores do Campus Picuí conhecem bem essa realidade e estão contribuindo para minimizar os anseios dos cinéfilos matriculados naquela unidade do IFPB.

No último encontro pedagógico, evento que abre o semestre letivo no Campus, os profissionais do ensino (professor, pedagogo e psicólogo) ousaram na elaboração de um projeto que deve posicionar Picuí no roteiro de consumo solidário dos produtos da indústria cultural.

A idéia é repensar a lógica comercial do cinema com práticas educativas dentro e fora do Campus, incluindo bilheteria (não paga), distribuição de pipoca (gratuita), dentre outras iniciativas que só acontecem nos grandes centros e nas rodadas de amigos mais legais.

Segundo informou a coordenadora de formação geral do Campus Picuí, professora Herta Cristina Carneiro, o grupo visualizou a necessidade de abertura de um ambiente que proporcionasse à comunidade acadêmica uma realidade bem próxima do que acontece nas salas de cinema em matéria de exibição e que agregasse, ainda mais, valores sócio-educativos às sessões.

“Queríamos uma experiência mais profunda onde professores e alunos pudessem dialogar e debater pós-exibição cada cena do filme”, explica Herta a proposta que ora se encontra em execução no Seridó. Leia o projeto na íntegra, clicando AQUI.

A idéia é genial e digna de repercussão, pois transporta os estudantes a um passado não distante em que as pessoas após as sessões  conversavam em frente do cinema e até, retornando a pé para casa faziam suas leituras sobre as cenas que lhes causavam alegria, espanto, dor, admiração, reações adversas, inclusive provocando mudança de hábitos e costumes em alguns dos sujeitos falantes.

O fato é que em quase 120 anos de cinema, ou seja, desde que os irmãos Louis e Auguste Lumière inventaram o cinema, na França, em 1895, século XIX, nunca os jovens de Picuí tinham experimentado uma realidade tão singular no campo da sétima arte.

Por enquanto a vida continua bela em Picuí porque em tese a cultura não é uma mercadoria como outra qualquer. Tudo por enquanto continua debaixo da Lei maior do Estado Brasileiro que é soberano para elaborar políticas culturais que defendam e promovam sua arte, seu idioma, seu cinema, seu teatro, sua cultura.

Foi a partir da carência do mundo das artes no interior e da farta legislação brasileira que veio o insite dos professores do Campus Picuí. A proposta começou na prática no mês de maio com a primeira sessão, exibindo o filme: A vida é bela – dirigido e protagonizado por Roberto Benigni.

Propostas como essa são bem vindas ao Instituto Federal da Paraíba e tiram prova real de que os encontros pedagógicos são fundamentais para dar vida à instituição. Se o cinema é imagem em movimento, nós somos o movimento da imagem.

Leia mais sobre o cine Picuí.

*Filipe Donner – Coordenador de Comunicação Social do IFPB