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05/10/2011 às 16h00

Debate sobre Pronatec mostra diversidade de opiniões

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Professores, técnicos e alunos discutiram com gestores e sindicalistas a adesão ao programa federal que prevê ampliação de vagas no ensino técnico

Debate sobre Pronatec mostra diversidade de opiniões

Maioria dos estudantes defendeu Pronatec pelo projeto de incluir formação profissional ao aluno de escola estadual

A tarde dessa quarta-feira foi um momento de debate no Campus João Pessoa do IFPB. O foco era o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A iniciativa partiu da reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica e Tecnológica da Paraíba (Sintef-PB). A mesa dos trabalhos teve a presença do pró-reitor de Ensino do IFPB, Paulo de Tarso Costa Henriques, do diretor-geral do Campus João Pessoa, Joabson Nogueira, e do representante do Sintef-PB, Adolfo Wagner.

Inicialmente, os dirigentes do IFPB apresentaram um panorama do programa federal que é responsável pela expansão para mais seis municípios nos próximos anos. Porém, a principal polêmica que motivou o debate são os cursos que o IFPB planeja ofertar para as escolas estaduais através do Programa. Apesar do projeto do Pronatec ainda não ter sido aprovado pelo Congresso Nacional, os gestores do IFPB já se reuniram com equipes da Secretaria de Educação do Estado da Paraíba para discutir a implantação e obter sugestões sobre que cursos podem ser oferecidos.

O pró-reitor fez um panorama da rede federal que atualmente gira em torno de 400 mil vagas em cursos técnicos. O IFPB pode ofertar cursos de qualificação profissional, no turno oposto ao que os estudantes do Ensino Médio assistem aulas, com carga horária entre 160 e 800 horas. Há ainda a possibilidade dos alunos fazerem um curso técnico no IFPB, enquanto continuam a fazer o ensino médio em suas escolas, é o curso técnico concomitante ao ensino médio, que pode ter três anos de duração, em média.

O diretor Joabson Nogueira frisou a contribuição que a instituição pode dar ao fornecer qualificação profissional em momento de crescimento econômico do país, em que há carência de mão-de-obra especializada. Esse foi o apelo de muitos estudantes que fizeram intervenções durante o debate. Representantes de entidades estudantis como a UBES e Une defenderam o Pronatec pela chance de melhorar a formação escolar e profissional dos jovens da rede pública estadual e interiorizar o ensino.

O professor Adolfo criticou o investimento de verba federal em cursos ofertados pelo Sistema S, ligado ao meio empresarial brasileiro. A fala do professor foi no sentido de que os professores que se engajarem no Pronatec vão ter um aumento de carga horária e não terão tempo para a pesquisa ou para reflexão.

O diretor Joabson frisou que o Campus João Pessoa não irá priorizar o Pronatec sobre outras ações em desenvolvimento, como foi o temor de alguns. A adesão ao Pronatec é voluntária e o professor ou técnico do IFPB que se engajar será pago através de bolsa do governo federal, tendo que atuar em horário distinto do que trabalha no IFPB. Alguns professores pontuaram o medo de precarização nas relações de trabalho, já que a bolsa do Pronatec não será incorporada a seus vencimentos.

O debate foi transmitido pelo site www.tvifpb.com e pelo twitter @IFPB_. Esse foi o primeiro encontro para debater o programa idealizado pelo Governo Federal. Outros debates devem acontecer nos demais campi do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba. Para saber mais sobre o Pronatec: http://pronatecportal.mec.gov.br/

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Texto e fotos: Ana Carolina Abiahy – jornalista do IFPB