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26/07/2013 às 11h45

Dia do Intérprete de Libras: IFPB possui 43 profissionais atuando na área

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Saiba um pouco sobre os trabalhos destes profissionais. Acesse também artigo sobre o tema.

Dia do Intérprete de Libras: IFPB possui 43 profissionais atuando na área

Elizete Olinto fazendo sinal que significa "IFPB"

Hoje, 26 de julho, é comemorado o dia do intérprete de Libras. No IFPB, há 43 profissionais atuando na área, distribuídos em 08 campi. No campus João Pessoa, são 18 intérpretes. A contratação se deu através de um convênio com a Associação dos Deficientes e Familiares (ASDEF).

Com a missão de levar para as pessoas com deficiência auditiva informações que não podem ouvir, mas sim compreender, estudar e aprender, o intérprete de Libras tem a nobre tarefa de  inserir estas pessoas no meio social.

Mas, para realizar este trabalho, o caminho a se percorrer é longo. Elizete Olinto é uma das intérpretes de Libras que atuam no Campus João Pessoa. Seu trabalho em sala é traduzir o conteúdo das disciplinas dos cursos técnicos para as turmas que possuem alunos com  deficiência auditiva.

“O tradutor e intérprete tem competência para realizar interpretação das 2 (duas) línguas de maneira simultânea ou consecutiva e proficiência em tradução e interpretação da Libras e da Língua Portuguesa”, explicou Elizete. 

Sua trajetória começou há cerca de 12 anos, quando, a amizade com uma amiga surda despertou nela o interesse pela linguagem de sinais. A partir de então, seguiu em busca de cursos ofertados pela igreja, que duraram em torno de 1 ano, e hoje já cursa a pós-graduação em Libras.

Desde 2011, Elizete atua no IFPB como intérprete de libras na área educacional. “Para interpretar sinais em sala de aula é necessário uma formação na área educacional, pois há algumas peculiaridades. É diferente de interpretar uma palestra ou um diálogo comum”.

Ao total, o campus possui 17 alunos surdos. Contudo, o trabalho destes profissionais vão além da sala de aula. “Acompanhamos os estudantes em todas as suas atividades acadêmicas, desde uma consulta ao gabinete médico, até a biblioteca ou ao setor de assistência estudantil”, comentou Elizete.

Para a educadora, o trabalho é gratificante e o aprendizado é diário. “Nós aprendemos muito com a comunidade surda, a cada dia surgem novos sinais, e eles é quem nos ensinam. No momento em que se passa a conviver com os surdos, o aprendizado se desenvolve com mais rapidez e facilidade”, conclui a intérprete.

Leia no link abaixo, em homenagem a este dia, o artigo do jornalista Filipe Donner, disponibilizado nas redes sociais.

“Hoje alguém da nossa comunidade merece aplausos”.

 


*Patrícia Nogueira - Jornalista do IFPB