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28/10/2011 às 12h38

I SINTIF: Especialistas falam sobre inovação

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Em entrevista ao Portal do IFPB especialistas falam da importância do evento.

I SINTIF: Especialistas falam sobre inovação

O Seminário acontece no auditório do Sebrae

O I Seminário de Inovação Tecnológica, em andamento desde a quarta-feira, dia 26, está reunindo no auditório do Sebrae, especialistas, pesquisadores e empresários da indústria, além da comunidade acadêmica, para a troca de experiências e conscientização do importante papel da inovação. O evento é promovido pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), pertencente a Pró Reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós Graduação do IFPB.

Confira abaixo entrevista exclusiva para o Portal do IFPB com alguns palestrantes que passaram pelo evento:

Sintif - Luiz Mariano Luiz Mariano Julio
Diretor de Inovação do Grupo Positivo

O senhor poderia falar um pouco sobre o projeto desenvolvido pela Positivo em conjunto com o IFPB?

Nossa relação com o projeto que está sendo desenvolvido com o IFPB é uma relação estratégica. Os dispositivos computacionais (PCs, notebooks) têm diversas interfaces, mecanismos de conectividade e cada um deles é um projeto específico, custo específico, tecnologia separada.
O projeto do ponto de vista conceitual busca trazer diversos tipos de elementos irradiadores para um único elemento de maneira a simplificando o processo produtivo e otimizar o espaço dentro do computador.
Esperamos ter um dispositivo diferente do que o nosso concorrente tem. Já fizemos alguns protótipos e em cima desse protótipo chegamos a um grande potencial tanto na tecnologia quanto na equipe. por isso nos temos investido nessa ideia. Porém não sabemos se na prática chegará a ser um produto, mas estamos apostando nisso. Ainda há um longo processo pela frente, mas a ideia é concentrar diversos os dispositivos num único, resultando numa solução mais leve, mais barata e mais modularizada, simplificando o nosso processo produtivo, logístico e o peso do equipamento.

Qual foi o foco da sua palestra no Seminário?

Eu fui convidado para falar sobre a interação entre empresa e CT. Então eu procurei abordar foi mostrar sob o ponto de vista da empresa o que faz sentido nessa relação e o que a empresa tem buscado, uma espécie de feedback para os interessados.

Como o senhor avalia a iniciativa do IFPB em promover uma discussão sobre isso?

Eu espero que a inovação nunca mais saia de moda. Nosso ministro da ciência e tecnologia trouxe a tona a inovação dentro do processo, mas Existe ainda um ranço muito grande sobre o que é inovação.
Se não chegar no mercado, não é inovação, é apenas uma boa ideia. Existem vários componentes que devem ser levados em conta. Não é só a questão da tecnologia, mas sim da tecnologia ser apropriada, ter um custo benefício razoável, existir mercado para ela, existir demanda. Só quando se junta tudo isso, é que se tem efetivamente uma inovação.
Então a iniciativa de discutir isso é muito importante. Eu fiquei feliz em ter sido convidado, por fazer parte da indústria. É uma tendência comum e vemos isso em todos os lados, o ranço de que a inovação se faz através de mestres e doutores fazendo sua pesquisa em seus gabinetes. Mas isso é ciência. Assim você não faz inovação, o dinheiro investido deve ser transformado em conhecimento e depois transformar esse conhecimento em mais dinheiro.
Eu entendo que seja complicado para o pesquisador separar a pesquisa aplicada da pesquisa pura, de base. A pesquisa hoje em dia é uma só, é interativa. A pesquisa pura tem que existir, agora quando se conversa com a indústria fica difícil a aceitação, porque ela quer a aplicabilidade.

Então o conhecimento produzido pelo pesquisador deve gerar aplicabilidade no mercado?

O caminho é conversar com a indústria, entender quais são as demandas, e ver o que faz sentido. Quem busca inovação tem que ter essa conversa.


Sintif - DjaneDjane Santiago de Jesus – Prof Dra.
Coordenadora do NIT / IFBA desde 2004

Como a senhora avalia a iniciativa do IFPB em promover o I Seminário que coloca em debate o tema inovação tecnológica?

Eu acho muito importante. A nossa experiência na Bahia, após realizamos um workshop envolvendo a comundiade interna, externa, empresas, governo, levou a apropriação da nossa tecnologia. O resultado foi cinco tecnologias apropriadas. Então o IFPB está, de uma forma muito adequada, motivando os seus pesquisadores, alunos, para que eles percebam que o conhecimento que gerado na instituição pode ser apropriado através de patentes e não disponibilizado sem trazer nenhum retorno para a instituição.

Por falar em motivação, o IFPB lançou ontem, na abertura do Seminário, o Prêmio de Inovação Tecnológica no qual três professores foram homenageados. Como a senhora avalia iniciativas desse tipo?

Eu avalio muito bem. O brasileiro não tem memória. Existem professores e pesquisadores que abdicar dos seus afazeres, da sua vida pessoal, para se dedicarem a instituição e não são reconhecidos. As pessoas pensam que reconhecimento é aumento de salário, mas nós educadores precisamos desse tipo de incentivo. Eu acho salutar a iniciativa do NIT do IFPB em premiar essas pessoas que se dedicam e estão fazendo história.

Qual foi o principal foco da sua palestra?

Eu falei da experiência do NIT do IFBA e como nós conseguimos, em cinco anos, ter 27 produtos apropriados, 04 editais de licenciamento e 01 prêmio FINEP de inovação. Então nós queremos mostrar que inovação é possível dentro dos institutos e que o IFPB está no caminho certo. 
Então o nosso foco foi dar uma orientação de como o instituto pode se inserir nesse novo paradigma, através da nossa experiência na área.

Sintif - RapchanFrancisco Rapchan – Prof. MSc.
Diretor de Extensão Tecnológica do IFES

Qual foi o foco da sua palestra?
O foco da palestra foi a experiência o do Instituto Federal do Espírito Santo na concepção, no planejamento e na implantação de uma incubadora de empreendimentos de base tecnológica e seus núcleos de incubadores.

Como o senhor avalia a importância desse evento que trata de inovação no âmbito da academia?

Eu acho fundamental. Nós temos uma distância muito grande entre o que é pesquisado na academia, nos institutos, por exemplo, e o que são as chamadas demandas de mercado. Nos produzimos ainda muito papel, artigos, dissertações, teses, que são fundamentais para o desenvolvimento da ciência, mas nos precisamos fortalecer o passo seguinte, que é a inovação. Então é importante que se produza a ciência, mas também é importante que de alguma maneira consigamos levar essa ciência para o mercado, para a indústria.

Qual seria o caminho que os pesquisadores e os institutos devem adotar para que isso se concretize?

É difícil preconizar um caminho, mas imaginamos que um dos caminhos possíveis é o fortalecimento dos núcleos de inovação. Lá no IFES nós associamos a agência de inovação à extensão. Isso causa um aumento das possibilidades de integração do instituto com a indústria. Desta maneira você consegue levar mais facilmente o que é pesquisado e desenvolvido dentro do ambiente acadêmico para o setor produzido, para o mercado.

Sintif - VanessaVanessa Ishikawa Rasoto – Prof. Dra.
Diretora da Agência de Inovação da UTFPR

Gostaríamos que a senhora falasse um pouco da sua experiência a frente da Agência de Inovação Tecnológica da UTFPR

A agência de inovação da universidade tecnológica teve sua abertura no ano de 2006, em virtude da lei de inovação de 2004. A partir daí, em 2007, nós fizemos todo um regulamento da propriedade intelectual da universidade e foi aprovado pelo conselho universitário. Tendo esse regulamento, que é uma política de propriedade intelectual da universidade, tudo é mais fácil. Ali está escrito de que forma é possível estabelecer os termos de cooperação. Caso haja patente, de que forma é dividido entre o inventor, a área de saber da universidade e o quanto fica para ela. Ao mesmo tempo, alí também descreve a política com relação às incubadoras e aos hotéis tecnológicos.

A senhora está conosco desde o primeiro dia e proferiu a palestra de abertura. Qual foi o foco principal da sua palestra que serviu de ponta pé inicial para os trabalhos do evento?

Essa palestra teve como foco principal a questão da inovação, fizemos uma abordagem com relação à inovação tecnológica e explicamos o seu conceito, a sua importância para as empresas e para nós em termos de nos tornarmos competitivos e sobrevivermos nesse mercado que está aí.

Na sua percepção qual é a importância do NIT do IFPB promover eventos como esse e reunir a comunidade interna e externa?

Esse evento é muito relevante. Vocês estão de parabéns por ter conseguido reunir pessoas do país inteiro num evento em que destaca a questão da inovação e principalmente como o IFPB está inserido nesse contexto. Estabelecer parcerias é muito relevante e está nítido que vocês abrem as portas para isso. As pessoas que aqui estão, os palestrantes e os temas, tudo foi muito bem escolhido. Eu nunca tinha visto um evento tão importante no foco de estabelecer parcerias e aprender com os outros.

Então estamos no caminho certo?

Sem dúvida estão no caminho certo. Podem contar com o nosso apoio, vamos abrir as portas e estabelecer parcerias e assim ajudar um ao outro. Isso é extremamente fundamental para transformar o conhecimento em inovação e fazer com que ele chegue à sociedade.

 

*Patrícia Nogueira - Jornalista do IFPB.