Ferramentas Pessoais
Você está aqui: Página Inicial Reitoria Notícias Palestra e livro discutem TV Pública
Ações do documento
16/06/2011 às 14h40

Palestra e livro discutem TV Pública

— registrado em:

Evento deu continuidade ao I Fórum Paraibano de TVs Públicas, organizado na UFPB e que teve apoio do IFPB

Palestra e livro discutem TV Pública

Livro lançado reúne contribuições do Fórum

A Universidade Federal da Paraíba, através do Pólo Multimídia, realizou na manhã dessa quinta-feira, 16 de junho, evento alusivo ao I Fórum Paraibano de TVs Públicas na era digital, realizado em outubro de 2009. Uma palestra com o presidente do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, lembrou o debate aberto dois anos atrás com diversos segmentos da sociedade, além do lançamento do livro/anais do Fórum: “Contribuições da sociedade para a construção de uma televisão interativa e de qualidade”. O Fórum teve o apoio do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba, através do pró-reitor de Ensino, Paulo de Tarso Henriques, e do coordenador da Comunicação Social, Filipe Donner.

A mesa de trabalhos foi composta pela vice-reitora da UFPB, Yara Matos, pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba, Land Seixas, representante do Conselho do TJ-PB, Itapuan Botto Targino (ex-diretor da ETFPB), presidente da Associação Paraibana de Imprensa, Marcela Sitônio, além das jornalistas da UFPB, Madrilena Feitosa e Sandra Moura, organizadoras do evento e do livro que reuniu as idéias do Fórum. “Discutir a tevê pública é ir na contramão do modelo que foi construído em nosso país, que é comercial e concentrado na mão de poucos. Mas a sociedade está interessada em contribuir com esse projeto de construção da TV pública”, frisou Madrilena.

“Temos que pensar que essa tevê não é dos professores, técnicos e alunos, é a sociedade”, abordou Sandra, sobre a TV UFPB. A vice-reitora Yara Matos destacou que a tevê pública interativa e de qualidade corrobora o papel de inclusão das entidades educacionais.

Celso Schroeder, que é professor da PUC-RS, ressaltou que a academia tem um papel de universalização das possibilidades que transformam a sociedade e elogiou o aprendizado que o debate proporciona para o tema da TV pública. Ele ressaltou que o modelo construído no país para a televisão “é de negócio e não de serviço”. O palestrante discorreu sobre as estratégias de controle social que são empreendidas tanto na Europa, de linha mais estatal, quanto nos EUA, de orientação comercial.

Segundo Schroeder, o modelo brasileiro liquidou a produção regional. Ele lamentou que o setor até hoje careça de regulamentação em vários aspectos, deixando a sociedade desprotegida. “A Constituição de 88 teve cinco artigos medíocres e que ficaram sem regulamentação”, alertou.

Do ponto de vista teórico, Schroeder abordou a mudança de concepção trazida a partir de Jurgen Habermas do termo público como associado apenas ao Estado para a compreensão de que ele engloba a sociedade, de maneira transversal. O professor abordou ainda Norberto Bobbio para lembrar que há necessidade da sociedade estar no controle dos serviços: “quem controla os controladores”?

Schroeder lembrou o desafio das tevês públicas hoje de saírem do gueto da falta de audiência, com a segmentação de que há tevê estatal, comercial e a TV pública, “quando todas são públicas”, pelo fato de serem uma concessão e terem obrigatoriedade legal de servirem a todas as camadas da sociedade.

Ana Carolina Abiahy – jornalista do IFPB