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15/03/2013 às 18h29

Política de arquivo é discutida em visita

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IFPB recebeu articulador do III Encontro Nacional de Arquivistas de Instituições Federais de Ensino

Política de arquivo é discutida em visita

Sanderson, Laura, Célio e Alexsandro

Preservação da memória e organização de documentos. Essas atividades são as primeiras que associamos ao trabalho de arquivistas. Como se não bastasse ações tão complexas, a função ainda ganhou novas atribuições nas últimas décadas e se tornou um grande desafio para os profissionais envolvidos com ela. Discutindo uma nova política para a área, o IFPB recebeu a visita do articulador do Encontro Nacional de Arquivistas das Instituições Federais de Ensino Superior (Enarquifes), Célio Nogueira, que é do Instituto Federal do Espírito Santo, e vem fazendo um trabalho de sensibilização com as gestões a respeito da função do Arquivo.

O arquivista se reuniu com o bibliotecário Mardônio Lacet, que se dedica ao Arquivo do IFPB há bastante tempo, e os novos servidores da área, Sanderson Lopes Dornelles e Alexsandro Silva Santos. Além de tratarem do III Enarquifes, que vai ocorrer na UFPA, de 17 a 20 de setembro, com o tema “O Arquivo das Instituições Federais de Ensino Superior e a Missão Institucional”, o grupo foi recebido pela chefe de gabinete da reitoria do IFPB, Laura Reis, e discutiu a reestruturação do Arquivo.

O IFPB nomeou recentemente três arquivistas, assim são quatro pessoas dedicadas ao trabalho. “Eu e Alexsandro estamos ligados ao Campus João Pessoa e Sanderson e José Canuto Silva Junior, são lotados na Reitoria, e a sala deles é no prédio do antigo colégio Pinóquio”, informou Mardônio. Recentemente, o Arquivo do Campus João Pessoa mudou de sala, abrigando também parte do material da Coordenação de Controle Acadêmico, enquanto realiza um trabalho de organização desses documentos.

Segundo Mardônio, muitas atividades imediatas de organização de material de setores diversos acabam atrapalhando o papel amplo que o Arquivo pode vir a desempenhar nas instituições. Além de organizar materiais e fazer guarda, o Arquivo também deve servir para nortear outros setores sobre como organizar os seus materiais, evitando que documentos se percam ou se deteriorem.

“Até a decisão sobre qual suporte deve ser utilizado para um documento, a uniformização de formulários, isso interessa ao Arquivo”, aponta Mardônio. A preservação da memória digital também é outro aspecto que nem sempre é comumente associado aos Arquivos, mas um desafio que cada vez maior em tempos em que a maioria dos documentos circula em meios digitais e online.  

A parte memorialista do Arquivo do IFPB hoje está associada ao Núcleo de Documentação e Pesquisa, em que Mardônio e o professor Luciano Candeia trabalham. O Núcleo ocupa uma sala na parte superior do Ginásio do Campus João Pessoa. “Podíamos ter historiadores, museólogos, bibliotecários no Núcleo para que seja fonte de pesquisa para todo o Estado”, projeta Mardônio.

 

Texto: Ana Carolina Abiahy - jornalista do IFPB

Foto: Mardônio Lacet