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11/11/2010 às 12h08

Professora canadense ministra capacitação para facilitadores do Projeto Mulheres Mil da Paraíba

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A professora Helene Lebreux realiza durante esta semana a última etapa do Curso de Avaliação e Reconhecimento da Aprendizagem Prévia (Arap).

Professora canadense ministra capacitação para facilitadores do Projeto Mulheres Mil da Paraíba

Professora Helene Lebreux ministrando a capacitação

A representante da Associação dos Colleges Comunitário do Canadá (ACCC), professora Helene Lebreux, realiza durante esta semana a última etapa do Curso de Avaliação e Reconhecimento da Aprendizagem Prévia (Arap), que consiste no reconhecimento dos saberes adquiridos no decorrer da vida, uma espécie de certificação por competência.

 

O Curso é destinado à equipe de professores e facilitadores do Projeto Mulheres Mil na Paraíba. As aulas estão sendo ministradas no Campus João Pessoa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB).

As atividades, que tiveram início na segunda-feira (8) e serão concluídas nesta sexta-feira (12), estão ocorrendo no período de 8h30 às 11h30 e das 14h00 às 15h00, na Sala de Reunião da Reitoria do IFPB.                      

Esta etapa de capacitação dos facilitadores Programa Mulheres Mil também vai acontecer no Rio Grande do Norte, conforme prevê cronograma de trabalho da representante da Instituição canadense.

Sobre seu retorno ao Brasil, a professora Helene Lebreux relatou que “essa é a terceira vez que ela vem ao país, sentindo-se muito satisfeita por está vendo a continuidade do Programa, em particular aqui na Paraíba e o crescente envolvimento dos professores e gestores do Instituto com Projeto Mulheres Mil”.

“Além de ministrar a capacitação da equipe multidisciplinar do Projeto Mulheres Mil, a professora Helene visitou o escritório de acesso das estudantes do Programa, localizado no Campus João Pessoa e conheceu com mais profundidade o que vem sendo realizado em favor das marisqueiras e artesãs alcançadas pelo Programa”, informou Cleomar Porto, gestora do Mulheres Mil no Estado.

“Ela também vivenciou outras experiências ainda não experimentadas dentro e fora da sala de aula”, complementa Cleomar, acrescentando que durante visita a sala de aula, a professora da ACCC teve oportunidade de escutar depoimentos emocionantes, como a aluna sênior do Programa Mulheres Mil na Paraíba Maria Creusa (61 anos), a qual não esconde seu índice de aproveitamento: “não sabia de nada, hoje sei escrever meu nome, coisa que antes não conseguia de jeito nenhum”.

Já a aluna Valdecir da Helene em visita à sala de aulaConceição (45 anos) testemunhou para a professora visitante que o Projeto “foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela, por isso, sente-se privilegiada na sala de aula, coisa que nem passava por minha cabeça.”    

De acordo com Maria Zélia Batista Guedes, gerente substituta do Projeto Mulheres Mil na Paraíba, o retorno da professora Helene Lebreux fortalece o Programa com novas experiências que vão beneficiar na prática os professores (facilitadores) e as 46 alunas mariqueiras e artesãs.

“Na verdade o Programa está ofertando mais uma oportunidade para nossos professores interagirem com novas informações e depois transferirem essas experiências adquiridas para as alunas do Progrmaa Mulheres Mil”, explica Zélia

A etapa inicial do Mulheres Mil na Paraíba deu-se em 2008 com o cadastramento das mulheres do município de Bayeux. Depois foram realizadas palestras, oficinas, dinâmicas e chamada fase de nivelamento. Além disso, ao longo do período, ocorreram atividades de cooperativismo, saúde e direito da mulher, cidadania, segurança, convívio, relação familiar e sustentabilidade ambiental.

O Programa Mulheres Mil tem como objetivo possibilitar a formação profissional e tecnológica de cerca de mil mulheres desfavorecidas das regiões Nordeste e Norte. Hoje, face as experiências Programa, defende-se a extensão desta iniciativa de responsabilidade social para todas as instituições que integram a Rede Federal.

A meta é que o acesso à capacitação possibilite que mulheres que vivem desqualificadas para o trabalho criem as pontes necessárias para incrementar o seu potencial produtivo, promover a melhoria das condições de suas vidas, das suas famílias e de suas comunidades e do seu crescimento econômico sustentável, contribuindo assim para a inclusão social e o pleno exercício da cidadania.

 O programa é executado em sistema de cooperação entre os governos brasileiro e canadense. No Brasil, é implementado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC) e Rede Norte Nordeste de Educação Tecnológica (Redenet). O governo canadense é representado pela Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional/ACDI) e a Associação dos Colleges Comunitário do Canadá (ACCC).

 

* Gutemberg Lima – Assessoria de Comunicação do IFPB