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10/06/2011 às 14h43

Programa oferece formação no exterior a 75 mil estudantes

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Os bolsistas serão selecionados já em 2012.

Programa oferece formação no exterior a 75 mil estudantes

Apresentação do programa

Até 2014, 75 mil estudantes poderão ir ao exterior, com bolsas de estudo e passagens aéreas pagas, além de seguro médico. Alunos que cursam desde o nível médio até o pós-doutorado serão beneficiados por um novo programa de internacionalização, o  Programa “Ciências sem Fronteira”. O projeto-geral será apresentado à presidenta da República, Dilma Rousseff, no dia 15 próximo, pelos ministros da educação, Fernando Haddad, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Os primeiros bolsistas devem ser selecionados no primeiro semestre de 2012.

Na última terça-feira dia 07 de junho, o Programa foi apresentado a reitores e assessores internacionais de Instituições de Ensino Superior. Participaram da apresentação os presidentes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães, e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucios Oliva.

Na ocasião esteve presente o Reitor do IFPB Profº João Batista e a Assessora Internacional, a Profª Verônica Edmundson., os quais voltaram entusiasmados com a possibilidade de poder enviar nossos melhores alunos para uma das 200 melhores universidades.

Os ministros falaram de um novo Programa pretende atender áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento do país. Dada a escassez de mão de obra qualificada em engenharia e tecnologia, tais setores serão o ponto central da iniciativa. “São áreas em que o mercado de trabalho está aquecido e há déficit de pessoal”, observou Mercadante. “Para cada 50 formandos no país, temos apenas um engenheiro.” Ficou evidente a preocupação em acompanhar o desenvolvimento da internacionalização da ciência no BRIC – os 4 principais países emergentes: Brasil, Rússia, Índia e CHINA, ( há um déficit  da internacionalização do Brasil em relação aos demais países). China tem 80 mil doutorandos nos EUA, a Índia tem 20 mil.

Uma das novidades do Programa é a inserção da educação básica no rol das modalidades beneficiadas com bolsas a qual será o diferencial na atuação da Capes. Bolsas a estudantes de cursos técnicos de nível médio — serão três mil em três anos. Além dos estudantes de cursos técnicos, serão beneficiados os de educação profissional. “Teremos 15 mil bolsas: 6 mil para cursos superiores de tecnologia, 3 mil para licenciatura em matemática, física, química e biologia, 3 mil para bacharelado tecnológico e 3 mil para estudantes de nível médio”, afirmou o secretário de educação profissional e tecnológica do Ministério da Educação, Eliezer Pacheco.

Ainda na fase preliminar de negociação, o Ministério da Educação manteve conversações com instituições de ensino de vários países. Nos Estados Unidos, das 97 universidades contatadas, 95% manifestaram interesse em receber estudantes brasileiros. Elas oferecem alojamento gratuito, estágios de pesquisa e treinamento prévio em língua inglesa. Também houve interesses de outros países como: Reino Unido – 5, China – 5, Portugal – 6, Espanha – 11, Coréia do Sul – 2, México – 5, Chile – 5, Argentina – 5, Uruguai – 3, Porto Rico – 5.

À Capes, caberá a oferta de 40 mil bolsas, com estimativa de investimento de US$ 936 milhões ao longo de quatro anos. O CNPq, por sua vez, será responsável por outras 35 mil bolsas. “Para ter ideia da amplitude do programa, basta comparar o número atual de bolsas concedidas em 2010 — 5,3 mil — às 75 mil que serão ofertadas em três anos”, ponderou Mercadante.

Segundo o presidente da Capes, o programa é importante porque explora a afinidade entre as agências de fomento Capes, Finep, CNPq e também as universidades. Ele ainda mencionou que já estão disponibilizadas 1.000 bolsas para graduação sanduíche e para as engenharias – o edital deve sair ainda este ano. Os primeiros bolsistas serão selecionados em janeiro de 2012. Dentre os critérios de seleção, alunos que forem bem avaliados em Programas de PIBIC e PIBIT terão grandes chances.

Aqueles que pretendem se candidatar a uma bolsa do Programa deverão entre outras coisas se preocupar com o estudo do idioma estrangeiro do país para o qual escolher ir, além de saber também de Inglês.

O plano de ação da Capes prevê em 338% o crescimento no número de bolsas no exterior em relação a 2010.

* Verônica Edmundson com informações do MEC