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16/08/2011 às 09h25

Reitor recebe comando de greve do IFPB

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Do encontro resultou a proposta de criação de grupos de discussão temáticas com o objetivo de discutir os pontos da pauta local de reivindicações.

Reitor recebe comando de greve do IFPB

Reunião do Sindicato com o Reitor

O reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) João Batista de Oliveira Silva recebeu na manhã nessa segunda-feira, dia 15, o comando de greve estadual do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica da Paraíba - SINTEFPB

Por quase duas horas, o grupo composto pelo comando de greve e gestores da Instituição discutiu sobre todos os itens da pauta de reivindicações local proposta pelo SINTEFPB.

Durante a reunião, foi decidida a criação de grupos de discussão temática entre o comando de greve e a administração. Cada grupo será composto por quatro integrantes que irão discutir questões pertinentes a pauta local como a remoção inter campi; progressão dos novos docentes; progressão dos técnico-administrativos; regularização da jornada de trabalho; criação de conselhos em todos os campi e a não formalização de qualquer iniciativa no âmbito do PRONATEC.

As comissões devem estar formadas até esta quarta-feira, dia 17, quando devem se reunir às 15h para deliberar sobre as três primeiras reivindicações citadas anteriormente.

Para o sindicato, a pauta contempla alguns pontos que demanda maior agilidade na sua execução, a exemplo da remoção interna, devido ao fato de que a Instituição está prestes a realizar novos concursos públicos o que poderá dificultar, segundo os grevistas, o processo de remoção para os servidores já efetivados em concursos anteriores. Quanto a essa questão, o pró-reitor de ensino Paulo de Tarso Costa Henriques esclareceu que o IFPB, seguindo as orientações de um termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado entre a Instituição e o Ministério público da União (MPU), no próximo concurso a concorrência vai ser geral, ou seja, o candidato concorrerá para o Instituto como um todo, podendo ser nomeado para qualquer um dos campi.

O coordenador do SINTEFPB professor Arilde Franco Alves considerou positiva a reunião com o reitor “Conseguimos avançar em algumas coisas, conseguimos demarcar uma agenda e as conversas convergiram num mesmo rumo”, afirma.

O Reitor elogiou a iniciativa do sindicato em propor um diálogo e ressaltou a importância do debate não só em situação de greve. “Essas discussões são importantes e necessárias e devem continuar após a greve, visto que os pontos propostos são convergentes e alguns deles já estavam sendo discutidos institucionalmente”.

Quanto as reivindicações referentes ao PRONATEC, que também será discutida pelos grupos temáticos, professor João Batista esclarece que trata-se de um Programa do Governo Federal que contempla a expansão do ensino tecnológico no país, com a criação de 120 novos campi, dos quais seis virão para a Paraíba.

Entre os gestores do IFPB estavam presentes a pró-reitora de pesquisa, inovação e pós-graduação Nelma Mirian Chagas de Araújo Meira, o pró-reitor de ensino Paulo de Tarso Costa Costa Henriques, pró-reitor de desenvolvimento institucional e interiorização Antônio Carolos Gomes Varela o diretor geral do Campus João Pessoa Joabson Nogueira de Carvalho, o diretor geral do Campus Cabedelo Avenzoar Arruda e o Diretor Geral do Campus Campina Grande Cícero Nicácio.

Confira abaixo a pauta local do SINTEFPB

Aprovação, após discussão pública do Edital de Remoção interna antes dos novos concursos;

Progressão de acordo com a titulação dos novos docentes;

Progressão dos técnico-administrativos por capacitação para o nível subsequente de acordo com o anexo 3 do PCCTAE;

A regulamentação da jornada de trinta horas para os técnico-administrativos em todos os campi;

Estruturação material da CPPD e da CIS, dando-lhes condições para o atendimento de suas atribuições;

A democratização do IFPB com a implantação dos conselhos em todos os campi, assim como os sistêmicos que ainda não foram criados, garantidos o seu funcionamento regular com convocação e sessões públicas;

A não formalização de qualquer iniciativa no âmbito do PRONATEC, sem que a comunidade, antes, esgote o debate sobre o programa.

 

Texto - Iris Souto Maior – jornalista do IFPB – 16/08/2011

foto - Mércyo Costa - Técnico em audiovisual