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28/12/2010 às 07h17

IFPB elabora Política de Internacionalização

A Coordenação para Projetos e Assuntos Internacionais do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) convida os docentes, técnicos administrativos e os discentes a colaborarem na elaboração da Política de Internacionalização do IFPB.

A Coordenação para Projetos e Assuntos Internacionais do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) convida os docentes, técnicos administrativos e os discentes a colaborarem na elaboração da Política de Internacionalização do IFPB.
“O primeiro passo é fazer um mapeamento da vocação de todos os campi do IFPB, em que áreas científica, tecnológica e educacional nós somos expertises e identificar as áreas de interesse, linhas de pesquisa dos docentes e técnicos administrativos”, destacou a coordenadora para Projetos e Assuntos Internacionais, Maria Verônica A. da Silveira Edmundson.
A participação pode ser feita pelos e-mails arinter@ifpb.edu.br ou veronica.arinterifpb@gmail.com, onde os interessados podem enviar o perfil do docente estrangeiro para troca de experiência docência e do aluno de graduação que gostaria de ter para estagiário em seu curso.
“Com o apoio das Pró-Reitorias de Ensino, de Pesquisa e de Extensão conseguiremos fazer este mapeamento e criar um banco de dados, para termos nossos indicadores de cooperação internacional. É importante, para a internacionalização do IFPB, sabermos  da área de interesse, da linha de pesquisa dos projetos  de pesquisa nos quais nossos docentes, técnicos administrativos e discentes estão envolvidos, bem como dos projetos de extensão, e saber também quais são os planos de trabalho para os próximos anos”, afirmou Verônica.
A Coordenação para Assuntos e Projetos Internacionais está ligada diretamente à Reitoria. Esta coordenação é responsável por estabelecer convênios, parcerias e acordos de cooperação e intercâmbio com instituições de ensino, pesquisa, extensão e fomento de diversos países.
“Lembrando que a mobilidade e a cooperação pode ser nacional ou internacional, temos atualmente novos institutos criados dentro do nosso próprio Estado e, na fronteira, institutos bilíngües. É necessário, todavia, pensar em projetos cujos benefícios abranjam uma ampla comunidade, uma região, e não projetos que beneficiem a um indivíduo ou a um pequeno grupo específico, tendo como norte os pontos comuns na política enquanto grupo”, ressaltou a coordenadora.
Com a criação do Fórum Nacional de Relações Internacionais dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (FORINTER), em novembro de 2009, e o apoio da SETEC/MEC, as Assessorias Internacionais nos Institutos Federais (IFs) começaram a conquistar mais espaço e a trabalhar em rede.
O FORINTER elaborou um documento no qual apresenta a Política de Relações Internacionais dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, documento este passível de mudanças. Porém, será o norte para as Assessorias Internacionais (AI) dos IFs elaborarem a política de internacionalização de cada um dos institutos.
Pensando nas relações internacionais na educação profissional e tecnológica, cada IF necessita considerar sua condição no contexto das políticas de desenvolvimento regional e local, peculiaridades dos cursos, currículos, formação dos professores, dos técnicos administrativos e dos discentes, referenciando-se na busca da garantia da qualidade do ensino. Além disso, é necessário pensar nos princípios norteadores do papel dos IFs e nas políticas públicas de educação.
“Devemos pensar na internacionalização como intercâmbio de conhecimentos e aprimoramento de estudantes, professores e técnicos administrativos, como estratégia de desenvolvimento, promoção da solidariedade entre os países, difusão das atividades dos Institutos Federais, formação completa do indivíduo, cooperação internacional, entre outras coisas. É importante destacar o trabalho em rede, porém é imprescindível estabelecer prioridades, desenvolvendo estratégias próprias de cada Instituto”, disse Verônica.
“Os convênios e os acordos podem até serem assinados no papel, mas só funcionam na prática se houver docentes, técnico-administrativos e discentes interessados em fazer cooperação, realmente envolvidos com o processo de internacionalização do Instituto, em trocar experiências e em pesquisar. Para que possamos estabelecer objetivos e prioridades, precisamos definir nossas áreas de interesse”, completou.
Segundo o professor Sergio França, um princípio base para as relações internacionais é o foco na justiça social, a equidade, elevação de potencial de geração de trabalho e renda das pequenas estruturas de produção e geração de novas tecnologias.
“Com base neste princípio, os IFs devem descobrir como gerar produção e empreendimento no mundo do trabalho, juntamente com a comunidade. É preciso aprender no intercâmbio, com outros países de como trabalhar seguindo esta linha. Este e outros temas tais como solidariedade, economia solidária e cooperativismo serão temas geradores da mobilidade internacional. Precisamos atuar no desenvolvimento local e regional na perspectiva da construção da cidadania, sem perder a dimensão do universal”, afirmou a professora Verônica.
No momento, os programas de bolsas e intercâmbios estão centrados na graduação e na pós-graduação. Para os alunos do ensino técnico não há nenhum convênio, porém há uma promessa do CNPq em pensar em um programa direcionado para este público. Para estes alunos há o Programa Jovem Embaixador e o programa de intercâmbio através da AFS Intercultura Brasil, uma organização não-governamental fundada em 1956 (www.afs.org.br).
“Sabemos que um dos problemas enfrentados pela comunidade dos IFs em geral, para o intercâmbio é a fluência em língua estrangeira, e não digo apenas de inglês, pois hoje é necessário no mínimo duas, senão três línguas. A Assessoria Internacional do IFPB com o apoio da Coordenação de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (CLCT) já está com um projeto em andamento para um Núcleo de Aprendizagem de Idiomas (NAI) e, dentro de nossas possibilidades, de recursos humanos, faremos a implementação do mesmo ainda este ano”, informou Verônica.
É importante deixar claro que o Assessor de Relações Internacionais (RI) não é o único vínculo para a disseminação de notícias. Na página do IFPB há links para os sites da REDENET, da CAPES, do CNPQ, que disponibilizam editais para programas e bolsas.

Em breve a nova página do IFPB entrará no ar, onde haverá um espaço destinado às informações da Assessoria Internacional. O contato com a Coordenação pode ser feito pelo telefone (83) 3208-3052.

 
 
Daniel Chaves - Assessoria de Imprensa do IFPB
com informações da professora Maria Verônica Edmundson